Tantas coisas armazenadas, estacionadas...
Mas agora, parada,
O que mais vem à tona não é a falta da rotina,
São meus sonhos de menina.
É a falta de partes de mim que ficaram de lado,
É o que ficou adormecido no passado
Enquanto eu lutava pela sobrevivência,
Pra sociedade validar minha existência,
Ignorando-me um pouco a cada dia,
Vivendo uma vida que não queria.
Espera... Espera... Eu não quero voltar à rotina!
Eu quero uma nova vida!
Quero poder ser diferente.
Quero romper as correntes.
Libertar a melhor parte de mim:
Aquela menina que voa, sonha e sorri,
Que vê poesia nas pequenas coisas,
Que se reconhece quando se vê outra.

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