domingo, 28 de julho de 2019

Às vezes sinto falta de você e me pego pensando nos sonhos que naufragaram. Tinha vontade de cantar com você, aprender a tocar com você, conhecer lugares com você... Mas a vida continua... a minha vontade de cantar, de tocar, de conhecer novos lugares também... Mesmo que não seja com você... Viver é isso, seguir em frente, não desistir de ser feliz... obrigada meu Deus!


Toda vez que estou gostando de alguém me vem o medo do abandono, de que a pessoa vá embora. Sempre me perguntei de onde vem esse medo... Minha relação com meu pai não era muita próxima embora morássemos debaixo do mesmo teto. Ele só se separou da minha mãe lá pelos meus 20 ou 21 anos. Cresci ouvindo ele dizer que um dia ia embora. Muitas vezes desejei que ele fosse. Ele brigava muito com minha mãe, nos criticava, parecia que éramos um peso pra ele, a razão de todas as suas insatisfações. Hoje entendo que ele estava infeliz com a vida que tinha, mas a culpa não era nossa. Minha mãe sempre trabalhou muito, fez o que podia, tolerou o intolerável. Quando meu pai finalmente saiu de casa senti um alívio. Mesmo assim crescer ouvindo-o dizer que ia embora me fez mal, trouxe angústia, incertezas, medo e a sensação de que eu não era boa o suficiente. Sentimentos que revivo quando estou gostando de alguém. Hoje entendo o quanto isso afetou meus relacionamentos. Tem sido uma longa viagem de autodescoberta e autorresgate. Uma longa luta para me superar esse medo.

terça-feira, 23 de julho de 2019





Estou me despedindo como quem perde alguém, mas não acha o corpo para fazer o enterro. Já velei minhas desilusões e agora preciso fazer esse ritual, essa cerimônia de despedida, esse funeral simbólico dentro de mim. Eu pensei que íamos pagar pra ver, mas em algum momento você soltou minha mão e me deixou pelo caminho. Fiquei para trás, demorou um pouco para eu perceber que eu estava só novamente... Acho que recebi alguns sinais de que nossa conexão estava enfraquecendo, a comunicação diminuindo... até deixar de existir. A chama se apagou... Apesar desse final inexplicável e implacável quero conservar na lembrança a beleza e a leveza dos bons momentos. Detalhes delicados como uma flor e uma estrela-do-mar, intensos como o céu e os oceanos... Obrigada.

domingo, 21 de julho de 2019


Estamos todos tão perdidos, tão ávidos de amor e tão inaptos para amar.


O silêncio é uma prece. Ontem me deparei com essa frase conhecida em um lugar. Ela me fez pensar sobre como me relaciono com o silêncio. Algo que não significa apenas não falar. Por ter um interior tão barulhento pra mim é difícil silenciar. Silenciar a mente, a alma e me entregar ao silêncio. Serenar... E assim encontrar leveza, paz. Entender que aquilo que tanta me assusta pode ser meu refúgio, meu melhor professor.

sexta-feira, 19 de julho de 2019


A concretude desse silêncio pesa dentro dentro de mim, mais uma vez esmagando minhas doces ilusões e esperanças. É muito mais difícil lidar com o silêncio, com os não ditos. Esse território cheio de possibilidades, dúvidas, possível lugar onde moram o medo, os conflitos, a omissão, as conclusões, os maus entendidos, os enganos, os veredictos, as sentenças não declaradas, os eternos segredos e questionamentos... Como digerir tudo isso? O silêncio é ausência, abandono, uma despedida sem adeus.

terça-feira, 16 de julho de 2019



Às vezes é preciso deixar ir, estar longe pra saber se faz falta, se há motivos pra voltar. Eu sempre me senti do lado de fora, como se não merecesse ser incluída, como se não fosse boa o suficiente para ser amada. Sempre duvidando de mim... Mas não sou mais aquela criança precisando de aprovação. Cresci, me fortaleci. Talvez ainda não tenha me encontrado plenamente, mas estou mais próxima de mim, me pertenço um pouco mais a cada dia. Valorizo minhas origens, minha história, minha caminhada. Sei que não sou mais importante do que ninguém, mas também aprendi que não posso me validar pelas lentes dos outros, que não posso colocar o meu sorriso e a minha paz nas mãos dos outros.




segunda-feira, 15 de julho de 2019

Às vezes é difícil pra mim entender por quê por mais intenso ou verdadeiro que um momento seja ele é fugaz, pois pra mim intensidade e fugacidade se opõem... O que fica em mim? O que fica no outro? Parece que nunca vou entender os efeitos que uma pessoa pode ter sobre outra... Por que a lembrança e a vontade do outro permanecem em mim enquanto neste sou apenas esquecimento? Por que me atenho àquela página sobre a qual o outro já virou várias?

quarta-feira, 10 de julho de 2019




Agora entendo que ao respeitar a liberdade dos outros nos libertamos. Deixar ir, se quiser ir. Abraçar se ficar. Isso vale para meu semelhante e para mim mesma. Saber estar só, mas não solitária. Viver minha vida e aproveitá-la tanto só quanto acompanhada. Abraçar e soltar, complemento e completude, expandir e recolher.
Perdi muito tempo querendo que as coisas fossem do meu jeito sem perceber que se eu não tentasse controlar tanto os acontecimentos poderia me abrir pra outros jeitos melhores... E com isso tornei tudo pesado para mim e para as pessoas próximas a mim... Coloquei tantas coisas a perder agindo assim...
Compreendi que viver é isso: inspirar e expirar, deixar fluir.

sábado, 6 de julho de 2019


Toda vez que o amor se aproxima o medo vem me assombrar. Esse medo que antecipa os finais e não me deixa viver o presente...  me oprime, me faz hesitar, me paralisa e se interpõe entre mim e o amor...

Eu eu me sinto impotente diante desse medo que acaba matando a semente do que é bom. Que não deixa minhas relações frutificarem e que me faz sentir miserável, me sufoca e angustia. Medo que não sei explicar de onde vem e porque é tão forte.

Me abrace amor, fique, me ajude a derrotar esse medo, me salve, me dê abrigo, estenda a sua mão e não deixe eu me afogar nesse medo.

Atemporal

Gostaria de ter te conhecido em outro momento  De diminuir entre nós as diferenças do tempo Mas certamente se nos encontrássemos no passado ...