domingo, 24 de dezembro de 2017
No caminho houve muitas pedras... pedras que me atiraram, pedras que atirei... Nesse vasto caminho me enganei, me perdi, chorei, me reencontrei diferente. Precisei partir em busca de mim e quando voltei, aos meus olhos, conhecidos se tornaram estranhos, mas já não havia volta, eu já não podia ver as coisas com os mesmos velhos olhos. Tropecei em algumas pedras que criei dentro de mim. Tive que tropeçar nelas para cair em mim e entender que estava equivocada. Tive que dar de cara com o chão. Tive que me perdoar para perdoar os outros. Ainda enxergo pedras que terei que tirar do caminho pra saber quem eu sou, desenterrar velhos sonhos sobre as pedras do medo, romper com velhos conceitos que petrificam meu entendimento e endurecem o meu olhar não me permitindo ver o que é essencial nesse mundo de aparências. Sábias pedras, duras e ásperas, mas preciosas pelas lições que ensinam. Com sua dureza aprendemos a ser mais maleáveis e leves.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Eu procuro a palavra, a ideia que me salve de mim mesma
Eu, prisão e prisioneira
Tentando me reverter
Transformar a carcereira em salvadora
Num naufrágio com meus fantasmas, meus velhos medos
Procurando algo em que possa me agarrar
Enquanto me debato nas águas do passado
Que sempre me puxam para baixo
Tentando livrar minhas pernas do peso do medo
Procuro a saída do meu labirinto
Reverter minha sentença, ser absolvida
Respirar, soltar,
Deixar a luz entrar
Sentir minha alma leve
Eu, prisão e prisioneira
Tentando me reverter
Transformar a carcereira em salvadora
Num naufrágio com meus fantasmas, meus velhos medos
Procurando algo em que possa me agarrar
Enquanto me debato nas águas do passado
Que sempre me puxam para baixo
Tentando livrar minhas pernas do peso do medo
Procuro a saída do meu labirinto
Reverter minha sentença, ser absolvida
Respirar, soltar,
Deixar a luz entrar
Sentir minha alma leve
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
As relações também se deterioram... A gente muda, o outro muda. Não planejamos, mas o tempo e a vida vão nos distanciando uns dos outros. Uma parte da gente morre, fica pelo caminho, e com ela se vão o que talvez tenhamos tido em comum com alguém. E então um belo dia um já não reconhece mais o outro.
É duro não encontrar mais espaço, assunto, saber que você já não faz mais parte do mundo daquela pessoa que um dia foi tão próxima, saber que já não somos mais tão interessantes para ela, perceber que nossa companhia já não é mais solicitada.
Às vezes, de repente, acaba... Não é intencional, é a vida se movendo, se transformando. São ciclos que se encerram. O que resta é guardar boas recordações, ter gratidão com aqueles que nos fizeram bem, nos esvaziarmos do ressentimento em relação a quem nos fez mal e ficar com o aprendizado, sabendo que as decepções que sofremos e superamos também nos tornaram mais fortes.
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