segunda-feira, 31 de julho de 2017

Discutir com quem sempre quer ter razão é perda de tempo. Pessoas assim não são guiadas pela razão, mas pela intransigência. A intransigência não dialoga com ninguém, só escuta a si mesma.

sexta-feira, 28 de julho de 2017



Há novos botões de flor nascendo dentro de mim. Novas comunhões e conexões. Eles são muito bem-vindos, pois me trazem novas esperanças e me mostram que tudo se renova. Outros aprendizados, outros olhares. Eu me sinto feliz com a aparição desses botões e os acalento com carinho. Em breve vamos desabrochar juntos em alegres e fortes cores.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Muitas vezes eu me distraio com os enfeites e me esqueço do conteúdo como uma criança que se empolga com um brinquedo fajuto. E, que em pouco tempo, vai se desapontar quando esse brinquedo se desintegrar em suas mãos. Ficando frustrada, sem entender que o que a atraiu sempre fora aquilo: pedaços frouxos de ilusão.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Amor de tela. 
Caras e bocas, encenações, viagens, performances.
Exibicionismo e narcisismo.
Tudo se resume a imagens.
O toque é na tela.
Não mais na pele, muito menos na alma.
Só mais uma imagem, um vídeo, uma carinha, um ícone entre tantos outros.
O toque é solitário, mudo, fugaz, fragmentado.
Amor de tela.
Realidades paralelas.
Passam com o deslizar dos dedos.
Imagens... não pessoas.
Produtos virtuais, frágeis aparições.
Sombras de nós. 

sábado, 8 de julho de 2017

Alimentei tanto meus medos que fiquei cativa deles 
Tornaram-se um monstro tirano 
Cedo aos seus caprichos 
E ele engorda e se esparrama sobre mim 
Me sufocando, me oprimindo 
Tirando minha alegria de viver 
Sirvo ao meu próprio inimigo 
Onde há medo, nada cresce, além do próprio medo 
Sempre é escuro e frio 
Onde o medo impera a vida sucumbe.
Se as coisas nas quais você acreditou até agora não te deixaram sair do lugar, liberte-se do que te impede de voar.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Instantes, palavras furtivas 
que se esvaziaram rapidamente como bexigas,
e sempre fica o vazio, a ausência
Tateio procurando o corpo, a presença, a consistência, 
o sentido que preenche
Mas não consigo sair desse labirinto de interrogações e reticências intermináveis que se debatem nesse meu turbulento silêncio.
Talvez a gente sempre esteja buscando uma parte da gente no outro. Nossas partes estão por aí...

terça-feira, 4 de julho de 2017

Semiconversas, semipessoas, semi-relacionamentos. Nada é orgânico, inteiro... A não ser a pouca disposição em ter alguma conexão realmente mais profunda. As pessoas estão se economizando demais e se desertificando. Só resta uma vegetação rasteira de sentimentos, palavras e gestos pobres e desnutridos.

segunda-feira, 3 de julho de 2017


                         Não coloque num pedestal quem te trata apenas como mais uma

domingo, 2 de julho de 2017


Como as raízes de uma árvore, me distribuo, me ramifico em várias partes. Eu queria ser toda eu num espaço só, mas às vezes não dá. Às vezes não cabe. Às vezes só cabe uma parte. Mas todas as partes são verdade, todas são um pouco de mim. Estou esperando o momento de poder transbordar sem assustar, sem que fujam de mim.

Não tenha medo. Agora você está livre e leve, longe do duro concreto. Nos braços do céu que tantas vezes caminhou contemplando, com a cabeça jogada para trás, mesmo com o risco de tropeçar. Pés no chão e cabeça nas nuvens... Agora cabeça e corpo em consonância, em comunhão com o céu e as nuvens, garças esvoaçantes, efêmeras, incertas como a vida... Entregue-se a esse mar, ora claro, ora escuro, ora impenetrável enigma, como a vida... Não se debata, não resista e não tente entender esse fluxo incontrolável com sua antiga lógica infinita. Lá em cima está a resposta. Não tenha medo, a vida é assim.
Vou deixar a minha porção impulsiva agir, emergir, me libertar. Ser livre afinal, até para errar e rir dos meus erros.
 

Atemporal

Gostaria de ter te conhecido em outro momento  De diminuir entre nós as diferenças do tempo Mas certamente se nos encontrássemos no passado ...