Amor de tela.
Caras e bocas, encenações, viagens, performances.
Exibicionismo e narcisismo.
Tudo se resume a imagens.
O toque é na tela.
Não mais na pele, muito menos na alma.
Só mais uma imagem, um vídeo, uma carinha, um ícone entre tantos outros.
O toque é solitário, mudo, fugaz, fragmentado.
Amor de tela.
Realidades paralelas.
Passam com o deslizar dos dedos.
Imagens... não pessoas.
Produtos virtuais, frágeis aparições.
Sombras de nós.
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