terça-feira, 11 de julho de 2017

Amor de tela. 
Caras e bocas, encenações, viagens, performances.
Exibicionismo e narcisismo.
Tudo se resume a imagens.
O toque é na tela.
Não mais na pele, muito menos na alma.
Só mais uma imagem, um vídeo, uma carinha, um ícone entre tantos outros.
O toque é solitário, mudo, fugaz, fragmentado.
Amor de tela.
Realidades paralelas.
Passam com o deslizar dos dedos.
Imagens... não pessoas.
Produtos virtuais, frágeis aparições.
Sombras de nós. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Atemporal

Gostaria de ter te conhecido em outro momento  De diminuir entre nós as diferenças do tempo Mas certamente se nos encontrássemos no passado ...